Origens
Para o artista Nelson Hohmann, a arte parece estar no sangue. Seu avô, o imigrante Hugo Hohmann, foi quem iniciou a veia artística que passaria de geração em geração. O imigrante, que partiu da Alemanha para um país mais quente, se tornou o primeiro professor de arte do colégio paranaense Bom Jesus e foi também co-fundador do coral curitibano Santa Cecília, transmitindo o evidente gosto artístico para os filhos mais velhos, a quem fez questão de iniciar na educação musical.
Para Nelson, filho da segunda geração de alemães, tratados com desconfiança durante a Segunda Guerra Mundial, a família se fez muito mais relevante do que a cultura alemã. Dos pais e tios veio a sensibilidade para a música e a pintura, mas foi da falta de atenção e concentração nos estudos acadêmicos tradicionais que surgiu o empurrão para levar o menino artista adiante. Com a ajuda de um colega de infância vieram os primeiros rabiscos e desde então o desenho nunca mais deixou de acompanhar e inspirar suas obras. Uma arte intimista, perfeita para o indivíduo introspectivo, como o próprio artista se julga.
No período universitário, já com as técnicas do curso de pintura e o interesse por matérias como Psicologia e Filosofia, Nelson foi o primeiro formando do período de transição da antiga FEMP para a atual FAP – Faculdade de Artes do Paraná. Mais tarde a educação da arte acompanhou naturalmente na sua trajetória profissional, marcada sempre como artista independente sem obrigações estéticas com o mercado.
No mundo da arte paranaense
Do contato com João Osório Brezinski, um dos grandes precursores da pintura moderna no Paraná e da admiração da obra de artistas da cidade como Juliane Fuganti veio também o estudo e dedicação para essa expressão artística: “Fiquei impressionado com a arte e minha entrada nesse mundo foi através da professora Rosane Schloegel que olhou meus antigos trabalhos e disse: Nossa você já está fazendo gravura!” Em seguida, Nelson foi indicado pela professora para contatar o artista orientador Júlio Manso Vieira: “E assim, de setembro de 1989 até o inicio de 1990 fiz minha primeira exposição coletiva lado a lado com aqueles artistas que admirava” diz ele.
No Solar do Barão em Curitiba
Em 1994 Nelson virou orientador de xilogravura e serigrafia do Solar do Barão. Um centro que abriga espaços para exposições, museus, grupo de pesquisa e ateliês de gravura em metal, xilogravura, litografia e serigrafia onde trabalha o artista como orientador de gravura do Museu da Gravura Cidade de Curitiba, situado no Solar do Barão.
Nelson desenvolveu a partir de 1998, em sua arte experimentando os primórdios da arte digital, usando métodos de fotocópias de filmes negativos e com a pesquisa sobre a tridimensionalidade nas técnicas da gravura serigráfica. Atualmente ele realiza trabalhos paralelos que fazem parte do projeto de serigrafia sobre papel, usando a técnica da matriz perdida, obras pictóricas que deixam no espectador sensações de vertigem.
Junto com a OC Promotionsarts
Para o trabalho para a agência OC Promo, Nelson usou a uma técnica mais tradicional da xilogravura, usando a cor preta, típica dos trabalhos iniciais da técnica, realizando um trabalho técnico intimista, onde o artista constrói todo o seu processo de trabalho. Uma verdadeira obra de arte, perfeita para presentear clientes, colaboradores e parceiros da agência.
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